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>> Estilosantes Campo Grande
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Leguminosa de bom valor nutritivo; Alta ressemeadura natural; Excelente ganho de peso em pastagens consorciadas; Ideal para recuperação de pastagens; Alta capacidade de fixação de nitrogênio.
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O estilosantes Campo Grande é uma mistura de duas espécies de leguminosas, Stylosanthes capitata e S. macrocephala, coletadas em solos de Areia quartzosa e de baixa fertilidade, remanescentes de experimento anterior, que, após vários multicruzamentos, teve sua seleção definida.
O Stylosanthes macrocephala, que possui um crescimento mais horizontal, com folhas pontiagudas e flores, na sua maioria, amarelas; e o Stylosanthes capitata, possui hábito de crescimento mais vertical, com folhas mais arredondadas e flores que variam da cor bege ao amarelo. Ambas as espécies podem chegar a mais de um metro de altura e seu florescimento ocorre nos meses de abril e maio, respectivamente, e a principal característica da sua persistência é a ressemeadura natural, já que as suas plantas são predominantemente anuais e bianuais.
Por que foi desenvolvido? Um dos maiores problemas enfrentados na pecuária de corte é a degradação das pastagens e o seu alto custo de manutenção, principalmente pela necessidade de uso de fertilizantes químicos nitrogenados, obtidos a partir de petróleo, recurso não-renovável, e custo comercial elevado.
O estilosantes é uma forrageira rica em proteína e executa uma função importante de absorver o nitrogênio encontrado na atmosfera e fixá-lo biologicamente no solo, reduzindo os investimentos em insumos agrícolas, contribuindo para a redução dos impactos ambientais e possibilitando maior ganho de peso nos animais.
Quais as vantagens de se plantar? Além da característica de fixar nitrogênio no solo e de possuir alto teor protéico, o estilosantes Campo Grande ainda tem outras vantagens: • Ambientalmente correto; • Grande adaptação a solos arenosos e de baixa fertilidade; • Alta capacidade de ressemeadura natural; • Boa capacidade de persistência em consorciação com Brachiária decumbens; • Boa digestibilidade; • Tolerante a desfolha natural.
Como plantar? Na consorciação, a taxa de semeadura do estilosantes Campo Grande deve ser de 2,5 a 3 kg por hectare. As sementes de estilosantes são pequenas e a profundidade de plantio não deve ser maior do que um centímetro. Recomenda-se a distribuição a lanço da gramínea e da leguminosa seguida da compactação do solo. Para as gramíneas dos gêneros Brachiária e Panicum, que germinam melhor em plantios mais profundos (Três a quatro centímetros), pode-se fazer a semeadura da gramínea a lanço e incorporar as sementes com uma grade niveladora, logo após, semear a leguminosa, também a lanço, na superfície e compactar.
O espaçamento comum para equipamentos mais tradicionais deve ser de 30 centímetros a 40 centímetros entre as linhas; para equipamentos mais modernos, que apresentam caixas independentes por linha, o plantio pode ser feito em linhas alternadas de 20 centímetros a 30 centímetros da gramínea e da leguminosa.
Para a utilização do Estilosantes Campo Grande na recuperação de pastagens, devem-se considerar duas situações básicas. A primeira, quando a recuperação é realizada com o preparo total do solo, onde a leguminosa é semeada a lanço ou em linhas e a gramínea retorna espontaneamente do banco de sementes existentes no solo. A segunda é a introdução sobre pastagens em plantio direto. Inicialmente rebaixar a gramínea com pastejo intenso e fazer o plantio com semeadeira com sulcador largo, iniciar com pastejo leve duas a três semanas após o plantio.
Manejo e ganho animal É recomendável fazer o pastejo de formação entre 50 e 60 dias após o plantiu, para rebaixar a gramínea evitando que ela abafe o Estilosantes e prejudique o seu estabelecimento.
Nos meses de outubro a dezembro, período de crescimento e estabelecimento de gramíneas, os pastejos devem ser mais intensos a fim de que surjam novas plantas por ressemeadura natural. No final do período de chuvas e durante o outono, o pastejo deve ser mais leve contribuindo para a produção de sementes e maior oferta de forragem no período seco. O ganho animal nas consorciações é de 20% a 30% maior do que na gramínea pura sem adubação nitrogenada.
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